Reviews
Move Brasil Financiamento de Motos: Vale a Pena?
O Move Brasil promete moto zero com juros baixos para entregadores. Descubra a real sobre o financiamento e as armadilhas do contrato.
A Ilusão da Moto Zero no Corre Diário
O Move Brasil não foi feito para salvar o entregador autônomo, mas para criar patrões.
Quando o anúncio oficial do governo apareceu na tela do celular prometendo juros baixos para tirar moto zero, muita gente achou que a vida na pista finalmente ia mudar. A promessa parece boa demais: taxa de juros na casa de 1% ao mês, carência para começar a pagar e 100% do valor financiado no papel.
Mas basta olhar de perto o movimento nas concessionárias e no balcão da oficina para entender a jogada. Quem tem um dinheirinho guardado ou estrutura de MEI já organizada está usando o programa para puxar duas, três ou quatro motos no nome. Essa galera vai colocar garotos mais novos para rodar repassando o custo da diária.
Enquanto isso, o entregador que vive no limite da meta diária pega a dívida no seu CPF, assume a manutenção de concessionária e descobre que o financiamento amigo do banco cobra um preço alto demais quando a chuva aperta ou o aplicativo corta as taxas do quilômetro rodado.

Quem Realmente Pode Pegar a Chave na Mão?
Você acha que é só chegar no banco com a CNH e sair pilotando? Não é bem assim que a banda toca no Move Brasil. O filtro começa antes mesmo de você pisar na concessionária.
Se você roda por aplicativo, o sistema vai exigir pelo menos 6 meses de cadastro ativo e o comprovante de no mínimo 100 entregas ou corridas feitas na plataforma. Não adianta ter a conta aberta e deixada de lado. O banco quer ver movimentação real do seu ganho no asfalto.
Para quem trabalha fichado em empresa como motofretista ou mototaxista na CLT, a regra exige no mínimo 6 meses de carteira assinada na mesma firma. Já os taxistas precisam apresentar o alvará municipal de tráfego atualizado.
E tem outro detalhe que barra muita gente no portão: é preciso ter conta no sistema Gov.br nos níveis Prata ou Ouro para validar os seus dados. Se o seu nome estiver limpo e a análise de crédito do banco aprovar, você só pode tirar um único veículo por CPF.
Motos Liberadas: O Que Entra e O Que Fica de Fora
A regra do Move Brasil é bem clara sobre os modelos que podem ser faturados: apenas motos zero-quilômetro fabricadas no Brasil e com motores flex de até 165 cilindradas ou elétricas de até 7.500 watts.
Do lado dos motores a combustão, os campeões de venda estão todos lá: Honda CG 160 Cargo, Fan, Titan, NXR 160 Bros e Biz 125. Na linha Yamaha, entram a Factor 150, Factor DX, Fazer FZ15 e as valentes Crosser 150 S e Z.
Nas elétricas, a lista traz opções como as Shineray SE1 e SE2, a Watts W125, a Yamaha Neos e os modelos urbanos da Vammo e Voltz. São veículos voltados estritamente para o vaivém da cidade, sem grandes pretensões de pegar rodovia no fim de semana.
Muitos motociclistas perguntam de modelos maiores ou lançamentos. Motores acima de 165cc estão fora. Se você busca algo maior para encarar viagens de fim de semana além do corre diário, veja a nossa avaliação da Honda CB 300F Twister 2026 para entender onde começam as motos de maior cilindrada no mercado nacional. Lançamentos esportivos ou scooters importadas de alta cilindrada, como a Dafra ADXTG 300, também não entram no Move Brasil por estourar o limite de cilindrada e preço.

FROTA DE TRABALHO MOVE BRASIL
CATEGORIA FLEX (ATÉ 165cc)
Posts recomendados
Comentários (0)
Participe da discussão
Faça login ou cadastre-se rapidamente para enviar seu comentário. É simples e leva menos de 1 minuto!
Nenhum comentário por enquanto. Seja o primeiro a opinar!
